quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O ensinamento do enxerto


Quando eu era menino, observava com freqüência a maneira com que meu pai enxertava um ramo no tronco de uma árvore. No inicio da primavera, ele tinha o costume de trabalhar em um pomar de caquis. Existem dois tipos de caquis: um é selvagem, e o outro é domestico. Os frutos são totalmente diferentes. Meu pai cortava a raiz do caqui selvagem e então, usando um tubo de palha, enxertava um ramo do caqui domestico, cobrindo-o depois com terra. Às vezes, havia um momento de secura por falta de compatibilidade entre a raiz e o ramo implantado. Entretanto, uma vez superado o período de adaptação, de forma surpreendente, o pé de caqui selvagem dava frutos do caqui domestico.

Esse princípio da natureza nos ensina um principio espiritual. Assim como o pé de caqui selvagem é capaz de produzir o fruto do caqui domestico, nós também podemos ter os pensamentos de Deus e falar o que ele fala. Qual é o caminho para isso?

OBS: Leia o próximo post Repelindo meu pensamento. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ira

(Extraído do livro: Pensamentos que trazem felicidade - David Yonggi Cho)

Temos a tendência de nos irritar com extrema facilidade, tanto em casa como no ambiente de trabalho. Creio que uma das principais razões para isso é o fato de não sabermos quanto a ira é destrutiva. A ira é prejudicial não somente à saúde, mas também ao intelecto, pois o torna cego.

Em uma conferencia, o famoso anatomista inglês John Hunton afirmou ser a ira semelhante ao suicídio. Logo depôs de ter apresentado sua tese, ele teve uma forte discussão com alguns dos alunos que o ouviram e discordaram daquilo que ele defendia. Isso o irritou sobremaneira, levando-o à morte instantânea, vitima de um ataque cardíaco. As palavras de John Hunton causaram grande repercussão, por causa de sua morte trágica. Irar-se é como cuspir para cima. Ou seja, a ira se volta para a própria pessoa. A Bíblia diz que a ira rebaixa o nível da pessoa e a transforma em ignorante: “A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas” (Provérbios 19.11). “O homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o precipitado revela insensatez” (Provérbios 14.29).

Além disso, a ira nos separa da alegria de Deus, porqu irritar-se é cometer o mal diante da presença divina. Existem, hoje, muitas famílias destruídas por palavras cheias de ira. É aconselhável falar pacificamente, em tom moderado, ainda que seja em momento de ira.

Quando preciso aconselhar pessoas que tem a tendência de se irar facilmente, digo:

- Quando você voltar a se irritar, abaixe a voz e fale devagar.

Qualquer pessoa tem a experiência de se ter irritado e, depois de algum tempo, arrepender-se de haver agido dessa forma. A ira destrói tudo; a ira não traz beneficio nenhum à sua vida. Precisamos aprender a perseverar e desfazer a ira que nos leva a destruição, e, então, nos será concedida uma nova manhã.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Compreenda o mundo da quarta dimensão



Em geometria, se for traçada uma linha ligando dois pontos, diz-se que ela forma uma dimensão. Se, no entanto, a essa linha for acrescentada outra, e outra e mais outra, uma segunda dimensão será obtida. Isso forma um plano; mas, se sobre esse plano for colocado outro plano em subordinação indefinida, uma terceira dimensão será alcançada.

Possivelmente, você sabe que a segunda dimensão é mais forte e a primeira se submete à ela. O mesmo faz a terceira com a segunda, e assim sucessivamente*.

*A palavra dimensão é muito usada no campo da física e da matemática. Em matemática, e empregada para exprimir medidas. Por exemplo, o termo unidimensional indica a extensão de uma linha. Quando falamos de duas dimensões, estamos nos referindo a um plano cuja largura e comprimento são mensuráveis. Se dizemos três dimensões, estamos falando não somente da largura e do comprimento, mas também da profundidade e do peso de determinado plano [...]. A quarta dimensão é o plano existencial onde Deus habita. É uma realidade que tem maior importância que o plano tridimensional no qual vivemos.

A terceira dimensão é a que engloba o tempo, o espaço, o material, ou seja, o tangível. A pergunta é: Existe uma dimensão que domine e envolva a terceira? Sim, a quarta dimensão trata disso.

No mundo da quarta dimensão, o material, o tempo e o espaço não têm domínio. É uma dimensão espiritual que supera o plano do tempo e espaço, onde o homem normalmente interage.

Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, encontra-se esta referencia: “era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gênesis 1.2). Tanto a terra como a água o abismo pertencem ao plano tridimensional visível. Embora o tempo, o espaço e o material fossem sem forma, outro mundo foi criado enquanto o Espírito Santo invisível movia-se sobre o mundo tridimensional. Deus criou a luz, os céus, o material, o Sol, a Lua, as estrelas, enfim, tudo o que existe no Universo. Portanto, o tempo, o espaço e o material são governados pelo espiritual, isto é. Pela quarta dimensão.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Projete uma auto-imagem de felicidade

(Extraído do livro: Pensamentos que trazem felicidade - David Yonggi Cho)

A existência do homem separado de Deus, contaminado pelo vírus do pecado, é envolta na falta de esperança e de sentido. Em conseqüência, o homem separado de Deus Pai chegou a uma situação onde nem sequer pode lembrar-se da resposta à pergunta: “Deus é meu Pai?”. Esse é o inicio da lamentável historia do homem. O vírus do pecado trouxe uma conseqüência letal para o DNA espiritual do homem. Por causa disso, ele se viu obrigado a conviver com uma auto-imagem contaminada, e o propósito da sua vida redundou, como menciona o livro de Juízes, em que “[...] cada um fazia o que lhe parecia certo” (Juízes 17.6).

Deus, que ama o homem, criou uma vacina capaz de curá-lo para sempre de sua doença terminal. Essa vacina tem a eficácia de perdoar todos os pecados de uma vez por todas. Ela não é outra coisa senão a cruz, na qual foi derramado o sangue de Jesus Cristo, a quem confessamos a nossa fé. A salvação do espírito consiste em confessar Jesus Cristo como nosso Senhor, mas a vida abundante esta em conceber uma nova auto-imagem que nos foi dada por meio da cruz. Você deseja viver como filho do Rei? Então, veja-se não como você se vê, mas como o Rei o vê.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma enfermidade mortal para auto-imagem

(Extraído do livro: Pensamentos que trazem felicidade - David Yonggi Cho)

A partir da queda de Adão, o homem foi contagiado pelo vírus do pecado, exposto ao qual o DNA do homem começou a se contaminar. Portanto, o autoconceito passou a ser desvirtuado. Como conseqüência disso, ainda hoje pensamos inconscientemente: “Sou pecador; não me posso livrar do pecado,  minha identidade espiritual é ser escravo do pecado”, isto é, temos uma autoimagem incorreta. Qualquer um que tenha uma autoimagem nunca poder ser livre do pecado. A pior enfermidade mortal que pode ser concebida pelo homem contaminado pelo pecado é a distorção da autoimagem. Essa enfermidade pode ser observada nos seguintes casos:

Na dependência. Isto é, quando as pessoas amarram a autoimagem com a corda dos maus costumes. São presas dos desejos carnais, do álcool e dos jogos. A maioria dos que tem uma autoimagem de vicio não esta preparada para suportar a tentação e a prova do Diabo. Eles pensam constantemente: “Sou um medíocre, sou um mundano, estou preso aos costumes do mundo, não me posso livrar deste mau habito”; e, dessa forma, transformam-se em dependentes.

Na infelicidade. São aquelas pessoas que pensam não merecer o amor dos familiares e dos amigos e, consequentemente, passam a se alienar. Por exemplo, as crianças de rua, em sua maioria, provem de famílias desestruturadas. A semente da infelicidade é semeada quando os pais se divorciam ou um deles morre prematuramente.

Elas não conseguem se libertar da autoimagem que diz: “Você não merece ser amado, você é um inútil”; assim, irrigam a semente da infelicidade e, em geral terminam destruindo a própria vida. Essas pessoas são negativas e vivem presas ao ódio e à ira.

Na debilidade. As pessoas que tem alguma debilidade física tendem a viver sob a ansiedade e a preocupação com a doença. Pensam que não podem ter uma vida saudável pelo fato de serem fisicamente frágeis. Elas pensam: “Eu já nasci frágil, por isso a enfermidade voltara a qualquer momento”. Assim, por causa da autoimagem doentia, perdem a defesa mental e, quando fustigadas por alguma doença, perdem imediatamente o animo. Essa categoria de pessoas nunca poderá fiar livre da enfermidade.

No fracasso. Em relação aos outros tipos de autoimagem talvez seja esse o mais destrutivo. Ao ver sua falta de capacidade, de recursos e de apoio de outros, a pessoa termina pensando: “Sou desprezado, estou inserido na classe baixa, sou um lixo. Haja o que houver, vou acabar em fracasso. Sou pobre”. Pessoalmente, em visitas ao exterior pude ver quanto essa categoria de autoimgem é destrutiva. Um denominador comum que descobri nos países subdesenvolvidos foi a mentalidade pobre. As pessoas pensam: “somos pobres há tantas gerações; jamais poderemos livrar-nos da pobreza”. Lamentavelmente, não pude encontrar nelas esperança nenhuma.

Essa realidade torna-se mais visível em países  o sudoeste asiático, na África e na América do Sul. O surpreendente é que muitos desses países estão repletos de recursos naturais e, apesar das riquezas e da ilimitada possibilidade de progresso, continuam sendo países  obres. O motivo é a mentalidade de fracasso. Os habitantes estão determinando o futuro de sua nação por meio da mentalidade da pobreza e do fracasso.

A mentalidade dos israelitas que haviam chegado a Cades-Barneia era semelhante a essa. Eles não puderam pisar na terra prometida, a terra dos sonhos, a terra de onde fluía leite e mel, apesar de tê-la exatamente a sua frente. Por que? Porque, embora tivessem tido a experiência da salvação de Deus e da disciplina durante quarenta anos no deserto, não puderam se desfazer da mentalidade de servidão que tinham no Egito, a fim de pensar como filho de Deus. Essa mentalidade pobre torna-se visível no relato dos 12 espias. A Bíblia esclarece que, após haver observado a terra durante quarenta dias, o relato por eles apresentado foi negativo.

E espalharam entre os israelitas um relatório negativo acerca daquela terra. Disseram: “A terra para a qual fomos em missão de reconhecimento devora os que nela vivem. Todos os que vimos são de grande estatura. Vimos também os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós e a eles”. (Números 13:32,33).

A mentalidade de servidão os fez considerar-se pequenos e insignificantes e não permitiu que vissem a vontade e o plano de Deus. Foi por isso que não vacilaram em afirmar: “[...] diante [deles] parecíamos gafanhotos [...]”. o importante é que a terra de Canaã é um território onde se pode entrar com complexo de gafanhoto. Ou seja, aquele que não tem a capacidade de pensar como filho de Deus, muito menos lhe será outorgada nenhuma oportunidade.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A fé é o principio da visualização

(Extraído do livro: A fé que traz liberdade - Paul Yonggi Cho)

Em primeiro lugar, Bíblia declara que a fé é a certeza do que se espera. É praticamente impossível crer, se não tivermos um propósito especifico. Hoje em dia, muitos tentam crer em algo, mas não podem fazê-lo porque o objeto de sua fé não é claro. Não conseguem visualizar aquilo em que creem porque o objetivo de sua fé não é concreto.

Por mais talentoso que seja o atleta, ele não poderá vencer uma competição se desconhecer a sua meta. Na época em que eu comecei a frequentar o colégio, tínhamos de prestar alguns exames para entrar na escola primaria. Um deles era correr. Agora eu penso que o propósito desse exame era para verificar o desenvolvimento dos músculos. Era uma época em que a Coréia ainda era uma colônia japonesa, e todos nós estudávamos com professores japoneses. Depois de realizar o exame escrito, o professor levou-me até uma pista de atletismo para a dita prova. Eu não sabia exatamente o que devia fazer, simplesmente porque o professor falava comigo em japonês. Entretanto, para mim, correr era fácil, e eu me senti seguro. Por um momento, pensei que o professor estava querendo me dizer que eu fosse correndo para casa. Assim que soou o apito, comecei a correr com todas as minhas forças, mas para minha casa! Sai da pista de atletismo, da escola e corri pelas ruas, enquanto escutava meu pai chamando-me aos gritos. Rapidamente, dei a volta, porque meu pai havia interpretado as palavras do professor: “Você tem de dar uma volta na pista de atletismo. Volte depressa para a escola!”. Obviamente, depois de me haver desviado, fui o último a chegar, e quase fui reprovado. Não importava se eu sabia correr bem; o fundamental era saber ou não qual era a minha meta. Por mais dotado que alguém seja, não denotará eficiência se não souber aonde ir. A direção é mais importante que a velocidade.

Se você deseja o poder da fé, deve definir um propósito em sua vida, algo pelo que anseie. Como podemos estabelecer metas pela fé? Deus ensina a direção e o propósito de nossa vida mediante um desejo forte, “[...] pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar de acordo com a boa vontade dele”. (Filipenses 2.13)

Deus produz em nós um forte querer, ou seja, um forte desejo, quando iniciamos um forte clamor, podemos definir a direção e o propósito de nossa vida mediante o desejo. Portanto, a fé é o elemento pelo qual moldamos nossos sonhos. Podemos estabelecer metas claras quando a fé opera em nosso coração.

Nosso propósito, porém, não deve se alinhar com nossos desejos carnais ou mesquinhos. Tiago ensina: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tiago 4.3). Nossos propósitos devem ter como meta agradar a Deus.

Quando o povo de Israel saiu do Egito, a coluna de nuvem e a coluna de fogo o guiaram ate a terra de Canaã. Da mesma forma, o Espírito Santo vem a nós para nos guiar. O Espírito de Deus nos oferece um propósito que não podemos apagar do coração. Portanto, devemos nos esvaziar e esperar no Senhor em oração. É então que Deus nos revela o propósito que devemos seguir.

O que fazer quando deixarmos de trabalhar, por termos sido aposentados, demitidos, ou simplesmente por termos fracassado? Devemos definir uma nova meta e não permanecer inerentes. E quem deve definir nossas metas? Nosso Deus Jeová nos ajuda a estabelecer novas metas. Deus preestabeleceu tudo para nós.

Em sua primeira carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ressalta: “Todavia, como está escrito: ‘Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam’”.

Deus preparou tudo para nós. Se esperarmos em oração e em paz aquilo que Deus já tem preparado para nós, por meio da coluna de nuvem e da coluna de fogo do Espírito Santo, ele produzirá o querer, ou seja, o forte desejo em nós.

Outra maneira de descobrir nossa meta é ver qual é a porta que Deus abre para nós. E, qualquer que ela seja, é preciso que saiamos correndo em sua direção. A Bíblia ensina que os filhos de Deus são guiados pelo Espírito Santo. Isso significa que, se alguém é filho de Deus, tem o direito legal de receber a orientação do Espírito Santo.

Ore ao Espírito Santo de Deus para que ele o guie em tudo. Você descobrirá, em oração, o caminho que Deus preparou para você. E creia que Deus não somente lhe mostra o caminho, como também o levará ao seu destino.

A palavra de Deus diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”.
(Hebreus 11.6)

Deus não deixa voltar com as mãos vazias aquele que o busca, e sim o recompensa. Deus é um Deus que abençoa. Portanto, devemos fixar metas claras em nossa vida.

Em segundo lugar, podemos comparar a fé a um lápis 4B e imaginar que com ele desenhamos nossos sonhos na prancheta do coração. Esse é o uso do poder da visualização. Deus é um Deus que chama as coisas que não são, como s elas já fossem. Portanto, é assim também que você e eu devemos visualizar as coisas que ainda não são: vê-las, como se elas já fossem. A visualização é extremamente importante. Comece a desenhar as coisas que Deus tem preparado para você, porque essa tarefa é muito
importante na vida cristã.

Como sabemos, quando Abraão regressou a terra de Canaã, Deus o abençoou com muito ouro, prata e gado. Entretanto, a disputa com os servos de Ló continuava, porque a terra era pequena. Para chegar a uma solução, Abraão disse a Ló que, se ele fosse para a esquerda, ele iria para a direita e, se este fosse para a direita, ele iria para a esquerda.

Em poucas palavras, Abraão apresentou uma escolha incondicional. Ló, seu sobrinho, escolheu uma terra fértil e com fartura de água. Diante da decisão de seu sobrinho, Abraão poderia ter se sentido frustrado por um momento. Todavia, depois da despedida de seu parente, Deus lhe disse:

- Abraão, levante os olhos do lugar onde você esta e veja de norte a sul, de leste a oeste. Eu darei a você e à sua descendência, para sempre, toda a terra que a sua vista alcança.

Até aquele momento, entretanto, Canaã não era propriedade de Abraão, porque era habitada por sete tribos. Não obstante, o Deus que chama as coisas que ainda não são como se elas já fossem, ordenou que Abraão olhasse para os quatro pontos cardeais, com o objetivo de ensiná-lo a visualizar como propriedade sua as coisas que ainda não eram. Deus é um Deus que torna possíveis todas as coisas. Se você quer trabalhar em sociedade com ele, deve visualizar as coisas inexistentes com se já existissem. Deus opera quando somos capazes de crer que temos o que visualizamos pela fé.

Não foi só uma oportunidade que Deus disciplinou e recompensou Abraão em sua fé. Quando ele tinha 85 anos, e já se haviam passado dez anos desde o inicio de sua habitação na nova terra de Canaã, Abraão continuava sem filhos. Ele orava incessantemente para que Deus lhe desse um filho. Certa noite, Deus o tirou de sua tenda e lhe disse que observasse as estrelas do céu.

- Conte as estrelas do céu.

Abraão começou a contar as estrelas, ate que Deus lhe disse:

- Chega! Não continue contando, porque igualmente numerosa será a sua descendência.

Devemos estar atentos ao fato de Deus não ter simplesmente prometido dar-lhe muitos filhos. Abraão teria seguido Deus se ele lhe tivesse prometido: “Eu darei muitos filhos a você”. Observe que ele não fez isso. Deus lhe disse que contasse as estrelas, numa noite muito escura. Por que Deus tirou Abraão de sua tenda e lhe disse que contasse as estrelas? Há uma ordem aqui. Ou seja, primeiro era preciso visualizar, para que
então a fé fosse operada. Quando o objeto da fé é real e nós o visualizamos, nossa fé é fortalecida, e Deus age de acordo com ela.

Ao visualizar as estrelas, Abraão pode imaginar concretamente o que teria. Depois de ter visualizado, Abraão esqueceu-se de que tinha 85 anos, e sua esposa, 75. Embora sua esposa fosse estéril, ele visualizou, pela fé, um fato que sucederia acima das circunstancias naturais. Abraão e Sara conseguiram entrar nos sonhos da quarta dimensão, superando os limites da terceira. A partir desse momento, ele pode crer que seria pais de multidões. A Bíblia diz que ele creu na promessa divina. É disso que trata o principio da visualização. Deus prometeu a Abraão uma obra sobrenatural do Espírito Santo, quando ele começou a visualizar esse sonho, de dia e de noite.

Decida crer na fé que foi dada a você


(Extraído do livro: Fé que traz felicidade - Paul Yonggi Cho)


Este é o tempo em que deve crer e dar graças pela fé que foi dada a você. Muitos oram, dizendo: “Senhor, dá-me mais fé!”. Na verdade, Deus já nos tem concedido a fé, pelo que devemos dar graças.

Todos nós nascemos com uma aparência física própria. Entretanto, observe que Deus não nos deu tudo isso por termos pedido em oração: “Senhor, dá-nos dois olhos um nariz, duas orelhas, uma boca e dois braços!”. Deus nos deu tudo isso, sem que precisássemos pedir. Assim, se usarmos corretamente essas características, desfrutaremos uma vida saudável e feliz. Da mesma forma, todo cristão passa a ter fé quando aceita Jesus Cristo em seu coração.

O apóstolo Paulo cita: “Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu”. (Romanos 12.3).

Deus nos deu uma medida de fé antes de nascermos. Quem deixa que essa fé se desenvolva, pode experimentar um crescimento qualitativo em sua vida espiritual. Entretanto, se a pessoa não usa a sua fé, esta perde sua função e se extingue. Ou seja, na vida, torna-se difícil experimentar um milagre, ainda que pequeno.

Todos nós temos fé. Portanto, devemos decidir crer ou não com a medida de fé que já temos. Se decidirmos não crer, obviamente será difícil crer. Por mais que Deus nos tenha dado certa medida de fé, se decidirmos não crer, de nada servirá a fé que recebemos. Ninguém toma a decisão por nós. Por mais que Deus insista para que creiamos, se decidirmos não crer, jamais alcançaremos uma resposta por parte dele.
Esse é o assunto sobre o qual temos de decidir; e, quando tomamos a decisão acertada.
Deus permanece conosco.

As pessoas vivem na dúvida: crer ou não crer. A fé não se recebe por compromisso de ninguém. Jesus realizou todo tipo de milagres, mas quem decidiu não crer acabou não crendo nele. A evidencia externa, ou seja, o milagre visível, não produz fé. Então, devemos decidir crer e seguir pela trilha da fé. Mesmo que nossos olhos não seja nada, nossos ouvidos não ouçam coisa nenhuma e nossas mãos não toquem em
absolutamente nada.

Não peça um milagre a Deus, creia que ele, pela fé, já aconteceu e ele acontecerá.

Nada absolutamente pode substituir o lugar de Deus em nossas vidas

As vezes, certas coisas acontecem e nos forçam a rever qual o lugar das nossas vidas que dedicamos à Deus. Talvez dedicamos um espaço adequado, talvez parcialmente adequado, ou talvez esse lugar só exista em nossa mente, mas não no coração.

Deus é nosso melhor amigo, e como todos os amigos fazem, ele nos presenteia. Mas devemos tomar cuidado para não colocarmos esses presentes em lugares errados. Imagine que você é pai, ou mãe, e deseja presentear seu filho com uma coisa muito boa muito boa mesmo. E você o faz. Passado algum tempo, curto ou longo, seu filho começa a dar mais importância e dedicar mais tempo, atenção e até mesmo amor a seu novo presente do que a você, que o presenteou e que com certeza é mais importante que o tal presente.

O que você acharia disso? Gostar certamente não iria. Mas com certeza iria ficar muito chateado(a), e no pior das hipóteses gostaria de não ter dado o tal presente, e talvez o iria tirá-lo de seu filho.

É exatamente isso o que ocorre quando nós deixamos que as bênçãos de Deus tomem o lugar dele em nossas vidas. Nada, absolutamente nada pode substituir o lugar de Deus em nossas vidas.

Toda nossa paz, felicidade e alegria vêm de Deus. Não podemos esperar essas coisas de alguém ou de alguma coisa. Somente dEle. Somente Ele pode nos preencher completamente e nos suprir com tudo o que precisamos.

Não espere perder alguma coisa muito boa para aprender a dedicar o melhor da sua vida a Deus. Jamais substitua Deus por algum de seus presentes, muito menos por qualquer outra coisa.

“Mas buscai primeiro o reino e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”.
Mateus 6:33.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A prova da fé

(Extraído do livro: Fé que traz felicidade - Paul Yonggi Cho)

Para poder superar a prova, é necessário entender o conceito de fé. Hebreus 11.1 diz: ‘[...] a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vamos’. No grego, a palavra “certeza” é huipostasis, que é a união do prefixo huipo, que significa ‘por baixo’, e o sufixo histemi, que significa ‘apoiar’. Em síntese, essa palavra significa ‘base’ ou ‘fundamento’.

Fazemos constante uso de bases em nossa vida, desde a base de uma planta ate a base de uma peça de decoração. Se a base não for firme, falhará em sustentar o objeto, e este acabará caindo, perdendo-se por completo. Portanto, quem fabrica a base tem de provar se ela é forte, sólida e estável, e depois colocar em cima dela algo que ajuste a esse fundamento. O mesmo ocorre com a fé desenvolvida pelo cristão. Deus prova se a base do cristão é sólida ou não. O propósito dessa prova é demonstrar se essa pessoa pode conter a graça divina. Obviamente, o verbo ‘conter’ implica a idéia de poder utilizar a benção de Deus sob a vontade divina. Tanto nas Escrituras como ao nosso redor, descobrimos pessoas que não podem conter a prosperidade divina. Vemos gente que alcançou a prosperidade financeira, entretanto não se mostrou grata a Deus por isso, e terminou numa condição pior que a anterior.

Em outras palavras, nossa fé não é uma fé intacta, mas contra-se em constante mudança. Ainda que tenhamos feito uma decisão de fé, isso não quer dizer que não pequemos mais diante de Deus, porque não sabemos quando o nosso coração será transformado. Por esse motivo, antes de nos usar, Deus sempre prova a nossa fé. Deus prova a base da fé e, se somos aprovados com êxito nos exames, ele age segundo a medida dessa fé.

A Bíblia prossegue dizendo que a fé é a evidencia do que se não vê. Existem dois tipos de evidencia: uma verdadeira e outra falsa. De tal modo, que se quisermos ver se a nossa fé agrada ou não a Deus, devemos verificar se a nossa fé é verdadeira ou falsa. Como fazer isso? Mediante a prova. O cristão comprova sua fé mediante a prova. O cristão que não passa por provas é como o estudante que não presta exames. Deus não se compraz com esse tipo de fé. Deus prova constantemente a fé de seus filhos, para que possam ter uma fé madura. Portanto, se alguém atravessa uma prova, deve ficar contente, porque o favor e o plano de Deus estão ocultos nas entrelinhas dessa prova.

De modo geral, quem se queixa e, murmurando, pergunta: ‘Por que tenho de passar por esta adversidade?’, é uma pessoa de fé imatura. Esse tipo de pessoa não pode contar com o favor de Deus. Se, apesar das provas, o cristão ora, confiando que Deus removerá todos os seus problemas, Deus aprova essa fé e outorga seu favor no seu tempo. Deus abre a janelas dos céus a todos os que não se afastam da fé, apesar das provas, e lhes proporciona a benção dos céus e as riquezas da terra.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que é Fé?


A fé é o cartão de identificação do usuário, que permite ao homem que vive na esfera limitada da terceira dimensão entrar no mundo ilimitado da quarta dimensão. Portanto, é importante compreender que a fé é algo dado por Deus ao homem, a fim de que este possa experimentar a graça da quarta dimensão.”.

David Yonggi Cho