Vivi uma experiência inesquecível na época da fundação da igreja em
Bul-kwang-dong. Minha mãe avisou-me que viria da cidade de Busan para fazer-me
uma visita. Mina situação financeira, entretanto, não permitia que eu a
hospedasse sequer por alguns dias. A bem da verdade, aquela foi uma época em
que eu não tinha nem uma sopa que pudesse tomar durante quatro dias. Como seu
filho mais velho, eu tinha a responsabilidade de, mesmo que fosse por alguns
dias, dar-lhe o melhor, já que ela me visitaria para participar da fundação
daquela igreja. Eu não tinha o que comer; nem mesmo um pouco de arroz. Naquele
dia, eu teria de servir como interprete num culto evangelístico na Praça de
Seo-dae-mun. Em meio a preocupação, orei:
- Ó Deus, minha mãe chegará à estação de Seul, e eu não tenho nada para
lhe oferecer. Não tenho dinheiro para viajar, nem para a sua alimentação durante
a semana. Que queres que eu faça? Tu sabes que estou te servindo e te seguindo;
não permitas que este servo seja com isso envergonhado.
O culto teve inicio. Interpretei um pregador americano. Entretanto, eu
não sabia o que ele estava dizendo. A ansiedade me consumia porque eu precisava
de dinheiro para manter minha mãe por alguns dias, mas não encontrava nenhuma
solução. Concentrava-me tanto nessa minha necessidade que não podia prestar atenção
ao que o pregador dizia. E o culto chegou ao fim. Fui até a estação ferroviária
de Seul, mas não tinha dinheiro para viajar da estação até minha casa.
Nesse instante, lembrei-me de um provérbio popular que diz: “Quando um
homem que esta fora de sua terra natal sofre, dá uma busca em seu bolso”. Dei
uma busca no bolso de minha calça. Antes de começar o culto, ele estava vazio.
Naquele momento, porém, encontrei nele um envelope. O envelope continha
dinheiro suficiente não apenas para providenciar a alimentação de minha mãe,
como também para comprar a passagem de volta para ela. Eu não tinha idéia de
quem, nem de quando, aquele envelope tinha sido colocado em meu bolso.
Esse mistério ainda permanece comigo. Decidi, então, pensar que o anjo
de Deus veio até mim e colocou aquele envelope em meu bolso. Graças àquele dinheiro,
pude passar um bom tempo com minha mãe; senti-me, também, orgulhoso por lhe ter
comprado o bilhete de volta. É possível que o descrente pense ter sido uma
coincidência, ou que simplesmente alguém já tivesse planejado colocar aquele
envelope com dinheiro em meu bolso. No
entanto, por meio dessa experiência eu pude sentir como Deus é minucioso em
preparar de antemão todas as coisas de que seus filhos necessitam. O Senhor conhece nossas necessidades e as
supre de maneiras que nem imaginamos. Se pedirmos e confiarmos em Deus sem
nos cansar, Deus operará milagres ainda hoje. “Portanto, não se preocupem,
dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois
os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês
precisam delas” (Mateus 6.31,32).
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