(Continuação: Perdão - Parte II)
Bom, seguindo as instruções da
devocional 18 de março - Passo 4: conte,
vou contar a primeira grande experiência que tive com Deus.
Durante toda minha vida fui quieto
e tímido. Talvez você possa pensar que isso é normal, aliás, existem muitas
pessoas assim no mundo. Mas meu caso era diferente.
Ser quieto realmente faz parte da
minha personalidade. Sempre fui assim. Minha mãe chegou a ir ao médico,
enquanto estava grávida de mim, pra ver se eu não tinha morrido, pois eu não me
mexia. Não tem como negar. Sou naturalmente quieto.
No entanto, isso passou de uma
normalidade enquanto eu ainda estava na infância. Apesar de eu ser parado,
gostava muito de brincar, inclusive bastava uma dorzinha de cabeça quando eu
estava na escola pra eu pedir pra chamar minha mãe e irmos embora. Quando
chegava em casa “milagrosamente” a DOR de cabeça sumia e eu ia brincar. Ah,
nada como o santo remédio de estar em casa.
Como os que brincavam na rua
sabem, existem épocas determinadas pra se praticar certas brincadeiras. Uma das
minhas preferidas era a do “carrinho de rolimã”. Como não tínhamos dinheiro pra
comprar um, eu fazia o meu. Acabava quebrando, mas eu fazia outro.
Pra fazer um carrinho são
necessárias madeira e as rodinhas, o que também não tínhamos. Então recorríamos
a casa de meu avo, que sempre teve bastante material de construção.
É exatamente neste ponto que tudo
acontecia. Meu avô sempre foi de brincar falando que eu e meu irmão devíamos
trabalhar, que só fazíamos besteira etc. SEMPRE FOI APENAS BRINCADEIRA, mas
quando eu era criança, não pensava dessa forma.
Eu sempre sabia que ele iria
fazer isso quando eu chegasse lá pra pedir a madeira do carrinho. Mas meu
desejo de brincar era grande. Então combinava com meu pai de irmos lá. Na minha
casa meu pai achava legal e prometia ir comigo pra falar com meu avô.
Quando chegávamos lá e eu falava
o que queria, naturalmente ele começava com as brincadeiras. Eu realmente não
gostava daquilo, me sentia mal e ficava muito envergonhado. Mas eu tinha meu
pai comigo, que me defenderia. Infelizmente em praticamente todas as vezes não
era isso que acontecia.
Meu pai não ficava do meu lado, e
falava as mesmas coisas que meu avô, ou dava razão ele ou não dizia nada.
Aquilo realmente tirava meu chão.
Talvez você que esta lendo pode
pensar: “mas isso não é nada, queria ver se você passasse pelo o que eu
passei”. A questão não é o tamanho do que aconteceu, mas sim o impacto que causou
na minha vida. As mínimas atitudes as vezes podem machucar muito alguém, como também podem restaura-la.
(Continuação: Perdão - Parte II)
(Continuação: Perdão - Parte II)
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